4/08/2012
Desabafos da Madrugada
To escutando Chico Buarque. Sambinha daqueles bons só pra distrair a cabeça. A verdade é que eu to cansado. Na boa. To tão cansado. Enfim, conseguiram. Nem discutir política eu quero. Nem escrever eu quero. Nem desabafar eu quero. A única coisa que eu ainda tenho vontade é de pegar uma prancha e ir pra praia, enfim aprender a surfar. Aproveitar pra esfriar a cabeça. Eu preciso disso. Escrevo aqui... Não sei porque escrevo. Sinto que devo, sabe? Só isso. O que fizeram... E não consigo deixar de sentir culpa. Não consigo deixar de me sentir mal. Sem esperança. Com uma vontade braba de chorar. E o pior que o que eu mais queria era um daqueles momentos de sonhos, sabe? Momentos de filmes, de livros, de músicas. Só pra deitar a cabeça no ombro de alguém, sem precisar falar nada, só um instante de conforto. Um instante em que pudesse deixar de lado essas preocupações, essas desavenças, esse desespero e esse desânimo. Eu tento ser feliz, eu tento não me preocupar, ignorar tudo isso e continuar. Mas é difícil. Até lutar está difícil. Ah, que desespero. Nada mais faz sentido. Um único parágrafo. Isso me lembra do conto do André Sant'Anna. No conto (O Importado Vermelho de Noé), o fato de ser um único parágrafo é pra representar a fragmentação da sociedade, do personagem, pra representar a loucura dele. Faz sentido, neah?! Eu só queria paz. E queria falar com ele. Queria que as coisas simplesmente dessem certo, sabe? Ahh, eu to cansado.
3/18/2012
Desabafos da Madrugada
-D., você é religiosa, neah?
-Sim.
-Então, você em acredita em vida após a morte. Não é?
-Sim, por quê? Você não acredita?
-Não sei, ultimamente eu tenho me sentido meio incomodado com isso. Sempre fui, mas agora está pior. Eu acredito que, seu eu analisasse friamente, eu não acreditaria. Mas eu não consigo analisar friamente. Eu tenho um pavor, um horror tão terrível desse nada, dessa não-consciência, desse esquecimento, que toda vez que eu tento pensar sério no assunto, eu logo o repudio da minha mente. E não haver nenhuma comprovação do que há depois acende aquela labareda tímida da esperança, sabe? Eu tinha "superado" esse tipo de horror não pensando no assunto. Mas, desde que minha vó morreu, eu tenho me sentido muito mais frágil. E o pensamento do fim, não só da vida, mas também do colégio, da adolescência, me faz ficar doente. E esse pensamento tem me perseguido. Só de pensar que eu talvez nunca mais veja nem fale com muitos de meus amigos me dá vontade de chorar. E, como a vida sempre se repete, não consigo deixar de pensar que a morte também seja assim, o afastamento de todos, o esquecimento total. Porra, agora mesmo to com vontade de chorar. Essa é a minha fobia. É por isso que eu tento tanto ser sempre feliz, que eu não sei se vou ou quero ficar pra sempre, que eu não sei que curso vou fazer de faculdade. Eu tento pensar sempre no hoje pra apagar a dilaceração em meu peito da nostalgia do ontem e escapar do terrível destino do amanhã. Eu sou fraco e queria sua ajuda.
Ahh, como eu queria saber o que você me diria... Pensamentos jogados ao léu, ao papel, no meio da madrugada. Sou forte demais para permitir que outros se preocupem comigo? Ou sou fraco demais para desabafar para qualquer um que não seja meu caderno? Tanto faz, essas são só mais outras muitas perguntas que não têm respostas. Não sei se é muito ou se é pouco, mas tudo o que tenho é esse papel e essa caneta para guardar minhas dúvidas e lágrimas. Ou talvez escreva isso num silencioso grito desesperado para que alguém (talvez a pessoa em que pensava) encontre e acuda meu sofrimento. Eu sou fraco e queria ajuda, mas não quero que ninguém sofra comigo, porque se esse parceiro não souber (e ele não saberá) as respostas para minhas perguntas, ele sofrerá junto comigo. Ou isso é só uma desculpa para me fazer de vítima?
Não importa. São esses desabafos da madrugada que me mantem são.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Escrevi isso na madrugada de ontem, no meu caderno...
P.S.2: "A noite que tudo faz sentido, no silêncio eu não ouço meus gritos"
-Sim.
-Então, você em acredita em vida após a morte. Não é?
-Sim, por quê? Você não acredita?
-Não sei, ultimamente eu tenho me sentido meio incomodado com isso. Sempre fui, mas agora está pior. Eu acredito que, seu eu analisasse friamente, eu não acreditaria. Mas eu não consigo analisar friamente. Eu tenho um pavor, um horror tão terrível desse nada, dessa não-consciência, desse esquecimento, que toda vez que eu tento pensar sério no assunto, eu logo o repudio da minha mente. E não haver nenhuma comprovação do que há depois acende aquela labareda tímida da esperança, sabe? Eu tinha "superado" esse tipo de horror não pensando no assunto. Mas, desde que minha vó morreu, eu tenho me sentido muito mais frágil. E o pensamento do fim, não só da vida, mas também do colégio, da adolescência, me faz ficar doente. E esse pensamento tem me perseguido. Só de pensar que eu talvez nunca mais veja nem fale com muitos de meus amigos me dá vontade de chorar. E, como a vida sempre se repete, não consigo deixar de pensar que a morte também seja assim, o afastamento de todos, o esquecimento total. Porra, agora mesmo to com vontade de chorar. Essa é a minha fobia. É por isso que eu tento tanto ser sempre feliz, que eu não sei se vou ou quero ficar pra sempre, que eu não sei que curso vou fazer de faculdade. Eu tento pensar sempre no hoje pra apagar a dilaceração em meu peito da nostalgia do ontem e escapar do terrível destino do amanhã. Eu sou fraco e queria sua ajuda.
Ahh, como eu queria saber o que você me diria... Pensamentos jogados ao léu, ao papel, no meio da madrugada. Sou forte demais para permitir que outros se preocupem comigo? Ou sou fraco demais para desabafar para qualquer um que não seja meu caderno? Tanto faz, essas são só mais outras muitas perguntas que não têm respostas. Não sei se é muito ou se é pouco, mas tudo o que tenho é esse papel e essa caneta para guardar minhas dúvidas e lágrimas. Ou talvez escreva isso num silencioso grito desesperado para que alguém (talvez a pessoa em que pensava) encontre e acuda meu sofrimento. Eu sou fraco e queria ajuda, mas não quero que ninguém sofra comigo, porque se esse parceiro não souber (e ele não saberá) as respostas para minhas perguntas, ele sofrerá junto comigo. Ou isso é só uma desculpa para me fazer de vítima?
Não importa. São esses desabafos da madrugada que me mantem são.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Escrevi isso na madrugada de ontem, no meu caderno...
P.S.2: "A noite que tudo faz sentido, no silêncio eu não ouço meus gritos"
2/22/2012
Só dando um oi
Bom dia, patota!
Eu fiquei com vontade de postar. Fazia tempo... Ninguém respondeu minhas reflexões hehehe' Galera, não se acanhem o único modo deu saber se vocês gostam ou não (ou se alguém está lendo isso) é vocês comentarem e etc.
Eu não vim aqui falar de nada específico, não, só estive com vontade de postar. Eu tenho trabalho assiduamente para passar na seleção do meu Colégio para poder participar da SiNUS! Entrem, galera, vale a pena conhecer, to apaixonado pelo projeto.
Esses dias o SNN fez dois anos. Ai eu postei umas musiquenhas pra comemorar xD
Eu to apaixonado pela minha sala, também, a THOR! Ô sala linda! Todos meus companheiros são gente boa.
Ah, vim passar só pra dar um oi, mesmo, espero que vocês estejam aproveitando bem esse ano de 2012. Aproveitem, pq é o último xD
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Quando eu tiver mais conteúdo eu venho aqui falar com vocês de novo ;D
Eu fiquei com vontade de postar. Fazia tempo... Ninguém respondeu minhas reflexões hehehe' Galera, não se acanhem o único modo deu saber se vocês gostam ou não (ou se alguém está lendo isso) é vocês comentarem e etc.
Eu não vim aqui falar de nada específico, não, só estive com vontade de postar. Eu tenho trabalho assiduamente para passar na seleção do meu Colégio para poder participar da SiNUS! Entrem, galera, vale a pena conhecer, to apaixonado pelo projeto.
Esses dias o SNN fez dois anos. Ai eu postei umas musiquenhas pra comemorar xD
Eu to apaixonado pela minha sala, também, a THOR! Ô sala linda! Todos meus companheiros são gente boa.
Ah, vim passar só pra dar um oi, mesmo, espero que vocês estejam aproveitando bem esse ano de 2012. Aproveitem, pq é o último xD
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Quando eu tiver mais conteúdo eu venho aqui falar com vocês de novo ;D
1/24/2012
Reflexões Sobre A Vida.
Bom dia, patota!
Eu acabei de assistir Tropa de Elite (1 e 2) e fiquei com vontade de discutir com alguém. Na verdade, vontade de escrever, mesmo... Alguém afim!? =D
Anyway, o que eu estava pensando é: o quanto vale a alma? O corpo? "Quanto vale o show/ Quanto vale o amor/ Quanto vale então fazer das tripas coração/ Quanto vale o som/ Quanto vale a dor/ Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?". Cel. Nascimento trata traficantes, vagabundos, como uma espécie imunda, podre, doentia, e, acima de tudo, merecedores da morte. E, fico a pensar, por que não? Afinal, não podemos considerá-los humanos, podemos?
Quem mata merece a morte? E, por optarmos pelo sim, não mereceríamos, nós mesmo, a morte? E quem rouba? E até que ponto podemos entrar e mudar a vida de alguém sem destruí-la? E destruir a vida de alguém pode-se ser considerado igual à morte?
Existe outro meio? Será que podemos mudar a mente de pessoas ignorantes? Será que algum dia pudemos? Será que chegamos, agora, num nível tão profundo de podridão, de putrefação, de deterioração que não há mais salvação? Ou, que a única salvação ainda existente seja o assassinato? Será?
E podemos viver com essas dúvidas? Podemos viver pensando no que vai acontecer, sem, realmente, fazer alguma coisa?
Não sei de mais nada... Queria apenas viver minha vida, sem desistir de lutar, mas lutando de forma mais direta, enfrentar o sistema de modo realmente eficaz.
Mas existe tal modo?
É isso, só reflexões sobre a vida.
Beijos e abraços,
Corram pelados,
õ/
P.S.: Ae, é mais pra gente pensar mesmo, que nem eu me pus a pensar agora... Pensei bem
Eu acabei de assistir Tropa de Elite (1 e 2) e fiquei com vontade de discutir com alguém. Na verdade, vontade de escrever, mesmo... Alguém afim!? =D
Anyway, o que eu estava pensando é: o quanto vale a alma? O corpo? "Quanto vale o show/ Quanto vale o amor/ Quanto vale então fazer das tripas coração/ Quanto vale o som/ Quanto vale a dor/ Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?". Cel. Nascimento trata traficantes, vagabundos, como uma espécie imunda, podre, doentia, e, acima de tudo, merecedores da morte. E, fico a pensar, por que não? Afinal, não podemos considerá-los humanos, podemos?
Quem mata merece a morte? E, por optarmos pelo sim, não mereceríamos, nós mesmo, a morte? E quem rouba? E até que ponto podemos entrar e mudar a vida de alguém sem destruí-la? E destruir a vida de alguém pode-se ser considerado igual à morte?
Existe outro meio? Será que podemos mudar a mente de pessoas ignorantes? Será que algum dia pudemos? Será que chegamos, agora, num nível tão profundo de podridão, de putrefação, de deterioração que não há mais salvação? Ou, que a única salvação ainda existente seja o assassinato? Será?
E podemos viver com essas dúvidas? Podemos viver pensando no que vai acontecer, sem, realmente, fazer alguma coisa?
Não sei de mais nada... Queria apenas viver minha vida, sem desistir de lutar, mas lutando de forma mais direta, enfrentar o sistema de modo realmente eficaz.
Mas existe tal modo?
É isso, só reflexões sobre a vida.
Beijos e abraços,
Corram pelados,
õ/
P.S.: Ae, é mais pra gente pensar mesmo, que nem eu me pus a pensar agora... Pensei bem
1/19/2012
Ponto Reverso
Bom dia, patota!
Eu venho hoje, aqui no blog, para postar para vocês um sonho que eu tive. Esse sonho era como uma realidade alternativa, foi completamente insano... Mas o principal motivo para eu vim falar sobre isso com vocês é a complexidade do sonho.
Bem, o sonho começa em 1939, quando um cara chamado Adolf, lá na Alemanha, desencadeia uma segunda guerra mundial. Pelo que parecia, ele tava querendo uma super-raça, ou algo assim, não entendi muito bem. Eu lembro que a Itália e o Japão ficaram do lado dele.
O que aconteceu foi que os Estados Unidos (um país próximo do Canadá e do México) ganharam a guerra. E, por sequer terem participado da Guerra, eles se transformaram em uma enorme potência mundial. Esse simples detalhe destruiu todo o mundo.
Acontece que, como vocês bem se lembram, a Rússia se transformou em comunista por volta de 1918 e, por volta de 1950, quase todos os países do mundo haviam aderido ao movimento.
Como a grande maioria de vocês, que estudaram a História Mundial, se lembram, Trotski voltou em 1940, tendo sido vítima de uma tentativa de assassinato por Stálin. Com um grande discurso, protestos, todo seu poder de persuasão, ele conseguiu destituir Stálin e assumir o comando da Rússia comunista. Stálin foi condenado à morte em 43, por traição, e, com sua tese de revolução permanente, Trotski convenceu diversos países a aderirem o socialismo.
Mas não lhes venho aqui para uma aula de história. Vocês devem saber disso tudo. O que acontece é que, no meu sonho, nada disso aconteceu. Trotski foi morto em 1940, e os Estados Unidos eram uma potência grande o suficiente para enfrentar e, até mesmo, derrotar a URSS.
E foi o que aconteceu. Agora, a parte que realmente me chocou não foi essa história toda. A parte que me chocou foi ver como nós vivíamos naquele mundo pós-guerra Fria (como fora chamado, no sonho). Era algo até primitivo, entende? Para vocês terem uma noção, ainda usávamos moeda! Deixe-me tentar explicar:
A economia movia o mundo. Até o próprio sistema capitalista havia se tornado ultrapassado dentro do capitalismo. As ideias de Adam Smith foram superadas e mostradas falhas em certos aspectos, os cientistas pararam de evoluir a ciência para começar a desenvolver novas maneiras de lucrar, os programas de entretenimento foram todos engolidos pelo monstro criado pelos Estados Unidos, desde 1945, final daquela Segunda Guerra Mundial e começo da tal Guerra Fria.
E os Estados Unidos eram tidos não-oficialmente como o grande líder do planeta. Então, algo que eles produziam era vendido por todo o mundo. Mas até isso deixou de ser verdade, onde tudo era produzido no lugar mais barato. E, ainda assim, o nome dos Estados Unidos conseguia achar algum lugar para se encaixar nas embalagens.
E as pessoas... Bem, acho que vou terminar falando das pessoas, porque foi o que mais me chocou. Todas as pessoas eram alienadas. Ninguém se importava com o conhecimento, nem com a cultura, nem com desenvolvimento, nem com saúde, nem com o meio ambiente, nem com política, com nada! Nesse nosso próprio país, essa monumental beleza paradisíaca que temos aqui, um reles jogador de futebol ganhava trinta vezes o salário de um professor. Não sei bem o que dizer quanto a isso. A inversão de valores causada por aquele monstro que nós mesmos havíamos criado... Não sei, me assustou.
Eu agradeço apenas que não foi isso que aconteceu.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Esse texto, na verdade, é uma narrativa. A mesma editora que já tinha publicado um conto meu antes (Andross Editora) está fazendo novos livros e me deu alguns temas, se eu quisesse tentar. Não tenho certeza se vou mandar algum, mas eu fiz, e tá ae o resultado! =D
Eu venho hoje, aqui no blog, para postar para vocês um sonho que eu tive. Esse sonho era como uma realidade alternativa, foi completamente insano... Mas o principal motivo para eu vim falar sobre isso com vocês é a complexidade do sonho.
Bem, o sonho começa em 1939, quando um cara chamado Adolf, lá na Alemanha, desencadeia uma segunda guerra mundial. Pelo que parecia, ele tava querendo uma super-raça, ou algo assim, não entendi muito bem. Eu lembro que a Itália e o Japão ficaram do lado dele.
O que aconteceu foi que os Estados Unidos (um país próximo do Canadá e do México) ganharam a guerra. E, por sequer terem participado da Guerra, eles se transformaram em uma enorme potência mundial. Esse simples detalhe destruiu todo o mundo.
Acontece que, como vocês bem se lembram, a Rússia se transformou em comunista por volta de 1918 e, por volta de 1950, quase todos os países do mundo haviam aderido ao movimento.
Como a grande maioria de vocês, que estudaram a História Mundial, se lembram, Trotski voltou em 1940, tendo sido vítima de uma tentativa de assassinato por Stálin. Com um grande discurso, protestos, todo seu poder de persuasão, ele conseguiu destituir Stálin e assumir o comando da Rússia comunista. Stálin foi condenado à morte em 43, por traição, e, com sua tese de revolução permanente, Trotski convenceu diversos países a aderirem o socialismo.
Mas não lhes venho aqui para uma aula de história. Vocês devem saber disso tudo. O que acontece é que, no meu sonho, nada disso aconteceu. Trotski foi morto em 1940, e os Estados Unidos eram uma potência grande o suficiente para enfrentar e, até mesmo, derrotar a URSS.
E foi o que aconteceu. Agora, a parte que realmente me chocou não foi essa história toda. A parte que me chocou foi ver como nós vivíamos naquele mundo pós-guerra Fria (como fora chamado, no sonho). Era algo até primitivo, entende? Para vocês terem uma noção, ainda usávamos moeda! Deixe-me tentar explicar:
A economia movia o mundo. Até o próprio sistema capitalista havia se tornado ultrapassado dentro do capitalismo. As ideias de Adam Smith foram superadas e mostradas falhas em certos aspectos, os cientistas pararam de evoluir a ciência para começar a desenvolver novas maneiras de lucrar, os programas de entretenimento foram todos engolidos pelo monstro criado pelos Estados Unidos, desde 1945, final daquela Segunda Guerra Mundial e começo da tal Guerra Fria.
E os Estados Unidos eram tidos não-oficialmente como o grande líder do planeta. Então, algo que eles produziam era vendido por todo o mundo. Mas até isso deixou de ser verdade, onde tudo era produzido no lugar mais barato. E, ainda assim, o nome dos Estados Unidos conseguia achar algum lugar para se encaixar nas embalagens.
E as pessoas... Bem, acho que vou terminar falando das pessoas, porque foi o que mais me chocou. Todas as pessoas eram alienadas. Ninguém se importava com o conhecimento, nem com a cultura, nem com desenvolvimento, nem com saúde, nem com o meio ambiente, nem com política, com nada! Nesse nosso próprio país, essa monumental beleza paradisíaca que temos aqui, um reles jogador de futebol ganhava trinta vezes o salário de um professor. Não sei bem o que dizer quanto a isso. A inversão de valores causada por aquele monstro que nós mesmos havíamos criado... Não sei, me assustou.
Eu agradeço apenas que não foi isso que aconteceu.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.: Esse texto, na verdade, é uma narrativa. A mesma editora que já tinha publicado um conto meu antes (Andross Editora) está fazendo novos livros e me deu alguns temas, se eu quisesse tentar. Não tenho certeza se vou mandar algum, mas eu fiz, e tá ae o resultado! =D
12/24/2011
Uma Nota
Bom dia, patota!
Galera, não vou me demorar. Eu sei, eu sei, um escritor que não vai escrever =P
Só quero desejar-lhes um feliz Natal e um próspero Ano Novo e agradecer por tudo, de verdade.
Beijos e abraços,
Corram pelados,
õ/
P.S.: Amo vocês
Galera, não vou me demorar. Eu sei, eu sei, um escritor que não vai escrever =P
Só quero desejar-lhes um feliz Natal e um próspero Ano Novo e agradecer por tudo, de verdade.
Beijos e abraços,
Corram pelados,
õ/
P.S.: Amo vocês
12/17/2011
Viva
Bom dia, patota!
Cara, eu to escrevendo aqui mais pra desabafar mesmo, sabe. A gente precisa, neah, de vez em quando. Hoje foi pior. Eu não achei que iria ser tão ruim quanto foi. Sei lá, eu só sabia tudo aquilo, sabe, sabia que não iria mais vê-la, sabia que não iria mais ouvir sua voz desejando-me boa viagem, nem nada. Mas é foda sentir.
Ontem, segurando a mão dela, a ficha caiu, e eu simplesmente comecei a sentir tudo isso. E eu tentei fugir, certo, ser forte e tudo o mais. Mas a mente a gente consegue enganar, agora, o coração, não. Então, eu fugi, eu fiquei com meus primos, conversei de bobeiras, ri. Fiz o que precisava para não pensar nisso.
Então, hoje de manhã seguimos para o crematório. Enrolei sem pensar nisso a noite toda e fiz mais um pouco nessa hora. Aí nos chamaram para a cerimônia. Porra, aí fudeu. É que ali não tinha como não pensar nisso, sabe. Não tinha para onde fugir. Ahh, simplesmente pesou.
Enfim, eu sei de tudo, que tudo vai ficar bem, e tudo mais, eu só preciso sentir isso. Do mesmo modo como eu senti a falta dela, eu preciso sentir que vou superar. Que isso passa. Tem que passar.
E não adianta passar a vida se remoendo, sei disso também. É só que, por mais clichê que isso possa parecer, essa noite eu me pus a pensar nas pessoas. Nós reclamamos tanto e tudo o mais, sempre tristes, emburrados, mas a verdade é que é bom estar vivo. Sabe?! É bom viver.
É bom sentir seu coração batendo. É bom sentir seu pulmão se encher de ar. É bom sentir a água, seja do chuveiro ou da chuva ou de uma piscina ou do mar, no seu corpo. É bom sentir. É bom viver. É só isso.
Anyway, o que eu queria dizer é só isso. Vivam um pouco. Saiam um pouco da rotina, percam um pouco o seu chão, sinta um pouco. Ares diferentes, sabe... Faz bem. Tentem, pelo menos.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.:É, o tempo é uma coisa relativa
Se hoje fosse ontem, amanhã seria hoje
De qualquer forma eu to tranquilo
Do jeito que tá que tá bom
Como dizia o síndico
Vai saber o que o gorila pensa
Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo
Num sonho eu era como o vento e podia voar
Voei pra ver as maravilhas de cada lugar
Dancei com os índios, mergulhei entre os corais
Troquei idéia com um coroa que era demais
Vi dreadlocks e confetes bailando no ar
E três amigas se abraçavam de se transbordar
Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Por onde for terei seu fogo como o meu farol
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo
É mundão, seu filho venceu o breu
Unifiquei meu corpo ao teu
E já não existe mais "eu"
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo.
P.S.2: A música chama O Viajante, é do For Fun.
P.S.3: Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Cara, eu to escrevendo aqui mais pra desabafar mesmo, sabe. A gente precisa, neah, de vez em quando. Hoje foi pior. Eu não achei que iria ser tão ruim quanto foi. Sei lá, eu só sabia tudo aquilo, sabe, sabia que não iria mais vê-la, sabia que não iria mais ouvir sua voz desejando-me boa viagem, nem nada. Mas é foda sentir.
Ontem, segurando a mão dela, a ficha caiu, e eu simplesmente comecei a sentir tudo isso. E eu tentei fugir, certo, ser forte e tudo o mais. Mas a mente a gente consegue enganar, agora, o coração, não. Então, eu fugi, eu fiquei com meus primos, conversei de bobeiras, ri. Fiz o que precisava para não pensar nisso.
Então, hoje de manhã seguimos para o crematório. Enrolei sem pensar nisso a noite toda e fiz mais um pouco nessa hora. Aí nos chamaram para a cerimônia. Porra, aí fudeu. É que ali não tinha como não pensar nisso, sabe. Não tinha para onde fugir. Ahh, simplesmente pesou.
Enfim, eu sei de tudo, que tudo vai ficar bem, e tudo mais, eu só preciso sentir isso. Do mesmo modo como eu senti a falta dela, eu preciso sentir que vou superar. Que isso passa. Tem que passar.
E não adianta passar a vida se remoendo, sei disso também. É só que, por mais clichê que isso possa parecer, essa noite eu me pus a pensar nas pessoas. Nós reclamamos tanto e tudo o mais, sempre tristes, emburrados, mas a verdade é que é bom estar vivo. Sabe?! É bom viver.
É bom sentir seu coração batendo. É bom sentir seu pulmão se encher de ar. É bom sentir a água, seja do chuveiro ou da chuva ou de uma piscina ou do mar, no seu corpo. É bom sentir. É bom viver. É só isso.
Anyway, o que eu queria dizer é só isso. Vivam um pouco. Saiam um pouco da rotina, percam um pouco o seu chão, sinta um pouco. Ares diferentes, sabe... Faz bem. Tentem, pelo menos.
Beijos e abraços,
Corram pelados
õ/
P.S.:É, o tempo é uma coisa relativa
Se hoje fosse ontem, amanhã seria hoje
De qualquer forma eu to tranquilo
Do jeito que tá que tá bom
Como dizia o síndico
Vai saber o que o gorila pensa
Pedi minhas contas, viajei e caí no mundão
Vou ver o mundo tendo o mundo como anfitrião
Florestas, rios, cidades e litorais
Pessoas, sentimentos, tradições e rituais
Colocarei meus pés em trilhas, pedras, manguezais
Fazendo o elo entre meus filhos e meus ancestrais
Serei sincero com o meu verdadeiro ser
Quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo
Num sonho eu era como o vento e podia voar
Voei pra ver as maravilhas de cada lugar
Dancei com os índios, mergulhei entre os corais
Troquei idéia com um coroa que era demais
Vi dreadlocks e confetes bailando no ar
E três amigas se abraçavam de se transbordar
Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Por onde for terei seu fogo como o meu farol
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo
É mundão, seu filho venceu o breu
Unifiquei meu corpo ao teu
E já não existe mais "eu"
Me sinto em casa em qualquer lugar
Mas sou turista em todos
Sou viajante em qualquer lugar
Sou uma parte do todo.
P.S.2: A música chama O Viajante, é do For Fun.
P.S.3: Agradecido, aplaudi o pôr-do-sol
Assinar:
Postagens (Atom)